Tecnologia minimamente invasiva foi desenvolvida por pesquisadores do Canadá e Espanha e pode substituir cirurgias.
Uma pesquisa internacional liderada pela Universidade de Waterloo, no Canadá, está testando minirrobôs capazes de dissolver cálculos renais de forma rápida e pouco invasiva. O estudo, que conta com a colaboração de urologistas na Espanha, busca oferecer uma alternativa a pacientes que sofrem com pedras nos rins recorrentes — problema que atinge cerca de uma em cada oito pessoas.
Segundo a professora Veronika Magdanz, especialista em engenharia de projetos de sistemas e diretora do Laboratório de Microrrobótica Médica em Waterloo, não existem atualmente métodos eficazes para tratar cálculos renais formados por ácido úrico. Para resolver essa lacuna, a equipe criou um modelo impresso em 3D, em tamanho real, para testar tiras magnéticas de um centímetro de comprimento, semelhantes a fios de espaguete, que podem ser guiadas até o local do cálculo por um braço robótico controlado por médicos.
As tiras contêm urease, uma enzima capaz de reduzir a acidez da urina, dissolvendo gradualmente as pedras até que fiquem pequenas o suficiente para serem eliminadas naturalmente em poucos dias. O método pode beneficiar pacientes que não toleram medicamentos orais ou não têm condições de passar por cirurgias devido a riscos como infecções crônicas.
“Esperamos que a dissolução acelerada alivie a dor e ajude os pacientes a expelir os cálculos mais rapidamente”, afirmou Magdanz. Os próximos passos incluem testes em animais de grande porte e melhorias no sistema, como o uso de ímãs motorizados e imagens de ultrassom em tempo real para guiar o procedimento.