Presidente do STTRM afirma que trabalhadores cumpriram jornada, mas ainda não receberam salários.
Os rodoviários de Manaus podem iniciar uma nova greve a partir desta sexta-feira (7), caso o pagamento dos salários não seja realizado até o quinto dia útil do mês. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5) pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira.
A categoria já havia paralisado as atividades no fim de julho pelo mesmo motivo. Na ocasião, a greve foi encerrada após um acordo com as empresas do transporte coletivo, mas o atraso voltou a gerar insatisfação entre os trabalhadores.
“Até o exato momento não temos confirmação do pagamento da categoria, mas ela já trabalhou, ela já fez a parte dela, e a gente tem que receber”, declarou Givancir durante coletiva de imprensa realizada na sede do sindicato.
Inicialmente, o presidente do STTRM afirmou que a paralisação começaria nesta quinta-feira (6), às 10h. No entanto, ele confundiu a contagem do quinto dia útil do mês. Com a correção, a greve poderá começar na sexta-feira (7), caso os valores não sejam depositados.
Segundo Givancir, 70% dos rodoviários devem cruzar os braços. A paralisação poderá envolver motoristas, cobradores, mecânicos, lavadores, eletricistas, pintores, funcionários administrativos, profissionais de recursos humanos e trabalhadores de outros setores das empresas.
O dirigente afirmou que cerca de sete mil trabalhadores aguardam o pagamento. Para ele, a repetição do problema representa uma humilhação para pais e mães de família que trabalham durante todo o mês e chegam à data do salário sem dinheiro para comprar alimentos ou cumprir compromissos financeiros.
Apesar da possibilidade de uma ampla adesão, o sindicato informou que manterá 30% da frota em circulação para reduzir os impactos sobre a população. “A vontade era parar 100%, mas como tem um povo que não merece passar por isso, a categoria vai cruzar os braços sim”, afirmou Givancir.
O presidente do STTRM também ressaltou que a ameaça de greve foi comunicada com dez dias de antecedência. Conforme o sindicato, os atrasos envolvem o salário mensal e uma cesta básica no valor de R$ 1.300. Givancir responsabilizou as empresas e declarou que a entidade continuará defendendo os direitos dos trabalhadores.