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Rússia usa míssil hipersônico contra Ucrânia em ataque massivo durante negociações paz

Moscou afirma que ação é retaliação a suposta tentativa de ataque à casa de Putin.

09 de Janeiro de 2026
Foto: Efrem Lukatsky / AP Photo / picture alliance

Durante as negociações para um possível acordo de paz, a Rússia lançou um míssil hipersônico de médio alcance Oreshnik contra a Ucrânia em meio a um ataque massivo com drones entre a noite de quinta-feira (8) e a madrugada desta sexta-feira (9). Segundo autoridades russas, a ofensiva teve como alvo infraestruturas críticas ucranianas.

Esta é a segunda vez que Moscou utiliza o míssil Oreshnik contra Kiev. O projétil pode atingir até dez vezes a velocidade do som e tem capacidade para transportar ogivas nucleares, sendo considerado uma das armas mais avançadas do arsenal russo.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, o lançamento foi uma resposta a uma suposta tentativa de ataque com drone contra uma das residências do presidente Vladimir Putin, ocorrida no mês passado. A informação foi divulgada pela imprensa oficial russa. O governo ucraniano nega qualquer ação contra residências do presidente russo.

Segundo Moscou, além do míssil hipersônico, foram empregados drones de ataque e armamentos terrestres e marítimos de alta precisão e longo alcance. As autoridades russas afirmaram que os alvos incluíam uma fábrica responsável pela produção de drones supostamente usados no ataque citado, além de instalações do setor de energia. “Os alvos do ataque foram atingidos”, informou o governo em comunicado oficial.

Nas redes sociais, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou o uso do míssil Oreshnik no ataque, além do lançamento de 22 mísseis de cruzeiro e 13 mísseis balísticos. Segundo ele, prédios residenciais foram atingidos durante a ofensiva.

Zelensky afirmou ainda que foram detectados 242 drones utilizados no ataque e que, até o momento, quatro mortes foram confirmadas apenas na capital, Kiev, além de dezenas de feridos. “É necessária uma reação clara do mundo. Acima de tudo, dos Estados Unidos, cujos sinais a Rússia realmente leva em consideração. A Rússia precisa receber sinais de que é sua obrigação se concentrar na diplomacia e precisa sentir as consequências cada vez que se concentra novamente em assassinatos e na destruição de infraestrutura”, declarou o presidente ucraniano.

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