25 de agosto de 2026
Economia

Salário mínimo deverá chegar a R$ 1.741 em 2027, afirma ministro da Fazenda

Estimativa representa aumento de R$ 120 sobre o piso atual, mas valor definitivo dependerá do INPC divulgado no fim de 2026.

Por: Portal Amz em Pauta
25 de Agosto de 2026
Foto: Reprodução

O salário mínimo brasileiro poderá chegar a R$ 1.741 em 2027, segundo projeção anunciada nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A estimativa deverá constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que precisa ser encaminhado pelo governo federal ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

Caso a previsão seja confirmada, o piso nacional terá aumento de R$ 120 em relação aos atuais R$ 1.621, o equivalente a uma alta de aproximadamente 7,4%. O novo cálculo também supera em R$ 24 a estimativa de R$ 1.717 apresentada pelo governo em abril, durante a elaboração do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Apesar da nova projeção, o valor de R$ 1.741 ainda não é definitivo. O cálculo final dependerá do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro de 2026. O indicador mede principalmente a variação dos preços para famílias com renda de até oito salários mínimos e serve de referência para a correção do piso nacional.

Pelas regras atualmente em vigor, o reajuste combina a inflação medida pelo INPC com um ganho real, acima da inflação, limitado a 2,5%. Dessa forma, caso a inflação registrada até o fim do ano seja diferente da estimada pelo governo, o salário mínimo de 2027 também poderá sofrer alteração. Durigan afirmou que a política busca garantir aumento do poder de compra principalmente para a população de menor renda.

O ministro destacou ainda que a valorização do salário mínimo também alcança benefícios previdenciários e assistenciais vinculados ao piso. “Cumprindo a legislação brasileira, dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a Previdência e para os benefícios sociais que têm indexação no salário mínimo”, declarou.

O reajuste, porém, aumenta as despesas obrigatórias da União. Cerca de 45% dos benefícios pagos pelo Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valores relacionados ao salário mínimo. A mudança também influencia aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego, abono salarial e até a contribuição previdenciária paga pelos Microempreendedores Individuais (MEIs).

Na economia, a elevação do piso pode ampliar o consumo, principalmente entre famílias de menor renda, que normalmente destinam uma parcela maior de seus recursos para despesas essenciais. Por outro lado, o crescimento dos gastos vinculados ao mínimo reduz o espaço disponível no Orçamento para outras despesas. Segundo Durigan, o governo pretende preservar o ganho real do salário mínimo e, ao mesmo tempo, controlar a expansão de outros gastos obrigatórios.

O PLOA de 2027 ainda será analisado e discutido pelos parlamentares após chegar ao Congresso. O valor definitivo do salário mínimo deverá ser conhecido em dezembro, depois da divulgação do INPC referente a novembro. Se a projeção de R$ 1.741 for mantida, o novo piso nacional passará a valer a partir de janeiro de 2027, afetando diretamente a renda de milhões de trabalhadores e beneficiários e as despesas do governo federal.

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