Saúde

Saúde envia 1,6 milhão de doses extras de vacina contra febre amarela para 4 estados

São Paulo, Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro recebem reforço na imunização para conter surtos da doença

25 de Fevereiro de 2025
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O Ministério da Saúde enviou 1,6 milhão de doses extras da vacina contra a febre amarela para reforçar a imunização em estados com registros recentes da doença. As doses foram distribuídas para São Paulo (1,4 milhão), Maranhão (4.800), Minas Gerais (250.000) e Rio de Janeiro (37.260). Até o dia 19 de fevereiro, já haviam sido distribuídas 4,6 milhões de doses em todo o Brasil, incluindo os estados e o Distrito Federal. 

A intensificação da vacinação é uma das estratégias principais para o controle da febre amarela. Em 2024, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribuiu mais de 20 milhões de doses para o país, com mais de 4 milhões destinadas ao estado de São Paulo. Além disso, no início de fevereiro, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica recomendando a vacinação contra a doença. 

Desde novembro de 2023, o Ministério tem atendido os pedidos de vacina contra a febre amarela feitos pelo estado de São Paulo. Após a solicitação de doses extras, o Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) coordenou com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo o planejamento e a estratégia de aplicação das vacinas, que seguem o calendário vacinal oficial: 

> 1ª dose: aos 9 meses de idade; 

> Reforço: aos 4 anos de idade; 

> Dose única: para crianças que não receberam as duas doses antes dos 5 anos; 

> Dose única para adultos: caso a pessoa não tenha sido vacinada ou precise reforçar a imunização (se recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos); 

> Pessoas a partir de 60 anos: devem ter a indicação avaliada por um profissional de saúde, considerando riscos e benefícios. 

Casos de febre amarela foram registrados em primatas não humanos nos estados de São Paulo (33), Minas Gerais (4), Roraima (1) e Tocantins (2), além de casos confirmados em pessoas nos estados de São Paulo (13), Minas Gerais (1) e Tocantins (1). Oito desses casos evoluíram para óbito, todos em São Paulo, sendo que nenhuma das vítimas estava vacinada. 

A febre amarela no Brasil segue um ciclo silvestre, transmitida por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Desde 1942, a transmissão urbana foi erradicada, sendo a transmissão atual restrita ao ambiente silvestre, com primatas não humanos como principais hospedeiros do vírus. Humanos são considerados hospedeiros acidentais. 

A vacina contra a febre amarela, disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), continua sendo a principal forma de prevenção. Para quem viajará para áreas de risco, é recomendada a aplicação da vacina pelo menos 10 dias antes do deslocamento. Em 2023, a cobertura vacinal contra a doença alcançou 70%, um aumento em relação aos 60,7% registrados em 2022. A vacina foi uma das 13 do calendário infantil que apresentou maior adesão no último ano. 

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