COP30

Segundo dia da COP30 debate infraestrutura, água, IA e adaptação climática

Reuniões em Belém abordam 145 temas e contam com presença de autoridades internacionais, incluindo o governador da Califórnia, Gavin Newsom.

11 de Novembro de 2025
Foto: Raimundo Pacco / COP30

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) entra, nesta terça-feira (11), em seu segundo dia de debates em Belém (PA), com foco em ações para conter o avanço do aquecimento global. Até o dia 21, delegações de 194 países tentarão chegar a um consenso sobre 145 temas centrais para impedir que o planeta esquente ainda mais.

A programação de hoje será voltada a assuntos como adaptação, cidades, infraestrutura, água, resíduos, governos locais, bioeconomia, economia circular, ciência, tecnologia e Inteligência Artificial.

Na segunda-feira (10), para evitar que as negociações ficassem travadas, os países concordaram em deixar os temas mais sensíveis, como financiamento e metas climáticas, para serem analisados a partir de quarta-feira (12).

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, comemorou o avanço obtido no primeiro dia.

“A agenda de ação que nós estruturamos para esta COP, da qual vão participar tantos ministros de Estado brasileiros e outras autoridades em eventos múltiplos de dimensão, acredito, absolutamente essencial para os passos adiante, essa agenda de ação vai mostrar muitos caminhos. Essa, portanto, é uma COP de implementação. Eu espero que seja lembrada também como uma COP de adaptação, uma COP que vai avançar na integração do clima, na economia e nas atividades, na criação de emprego.”

A principal autoridade das Nações Unidas em mudanças climáticas, o secretário Simon Stiell, criticou o atraso dos países em apresentar novas metas nacionais contra o aquecimento global. Até o momento, apenas 111 países entregaram seus compromissos, de acordo com a plataforma Climate Watch.

Antes de retornar a Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o discurso de abertura da conferência, em que condenou os países que gastam recursos com conflitos armados. Lula afirmou que seria “muito mais barato salvar o planeta do que fazer guerras”.

Sem citar diretamente o presidente americano Donald Trump, Lula também criticou os negacionistas da crise climática.

“Na era da desinformação, os obscurantistas rejeitam não só as evidências da ciência, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio, espalham o medo, atacam as instituições, a ciência e as universidades. É momento de impor uma nova derrota aos negacionistas.”

Embora os Estados Unidos sejam o segundo maior poluidor do planeta, Trump não enviou delegação oficial para o evento. O país está representado por parlamentares democratas.

Entre as presenças de destaque desta terça-feira está o governador da Califórnia, Gavin Newsom, forte opositor de Trump e cotado como possível candidato democrata às eleições presidenciais americanas.

Ontem, em São Paulo, Newsom criticou a ausência de representantes do governo americano na COP30.

“Eu estou aqui por conta da ausência de qualquer liderança do governo dos Estados Unidos. É um vácuo de deixar o queixo caído. Nenhum representante, nenhum espectador, nenhum. Nem mesmo alguém para tomar notas. Isso é uma reversão completa do progresso feito pelo governo Biden.”

O governador do Pará, Helder Barbalho, também reagiu às recentes declarações de Trump, que nas redes sociais criticou o desmatamento causado pela construção de uma rodovia em área amazônica para dar acesso à COP30.

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