Weverton Rocha solicita ao Senado apuração sobre divulgação de material apreendido pela Polícia Federal e protegido por segredo de Justiça.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA) encaminhou um ofício ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), solicitando providências para investigar o vazamento de conteúdos armazenados em seu celular funcional. O aparelho foi apreendido pela Polícia Federal em dezembro de 2025 e integra material submetido a segredo de Justiça.
A iniciativa foi tomada após a divulgação, pela imprensa, de uma fotografia de caráter pessoal em que Weverton aparece dentro de uma piscina ao lado de outros parlamentares. Segundo as informações apresentadas pelo senador, a imagem foi registrada em abril de 2023.
A fotografia teria sido feita na residência do advogado e empresário Willer Tomaz, que se tornou alvo da fase mais recente da Operação Sem Desconto. O conteúdo estava entre os arquivos obtidos a partir do aparelho celular apreendido durante a investigação conduzida pela Polícia Federal.
Na imagem divulgada, aparecem deputados e senadores. Weverton argumenta que a exposição do registro acabou atingindo parlamentares que não são investigados no âmbito do caso, o que, segundo ele, torna ainda mais necessária a identificação da origem do vazamento.
No documento encaminhado à presidência do Senado, o parlamentar pede que a Advocacia da Casa acompanhe o caso e busque informações junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Corregedoria-Geral da Polícia Federal.
O senador também solicita que sejam adotadas medidas para garantir a preservação das provas relacionadas ao episódio. A intenção é permitir a identificação de quem teve acesso ao conteúdo protegido e esclarecer em quais circunstâncias o material chegou à imprensa.
Outra medida requerida por Weverton é o envio de um pedido de informações ao Ministério da Justiça. O parlamentar quer detalhes sobre as providências adotadas para investigar e impedir novos vazamentos, além da identificação dos responsáveis pela custódia dos materiais apreendidos e pela comunicação social relacionada à operação.
Weverton afirma ainda que a divulgação de conteúdos protegidos pode representar violação à intimidade, à vida privada, ao sigilo processual e à presunção de inocência. De acordo com o senador, dependendo das circunstâncias apuradas, o episódio poderá configurar, em tese, crime de violação de sigilo funcional.