Finanças

Stablecoins: entenda como funcionam as criptomoedas de valor estável

Alternativa ao Bitcoin e ao Ethereum, stablecoins buscam estabilidade ao serem atreladas a ativos como dólar, ouro ou até mesmo algoritmos.

28 de Julho de 2025

As stablecoins surgiram como resposta à principal crítica em torno das criptomoedas tradicionais: a volatilidade. Enquanto ativos como o Bitcoin e o Ethereum podem sofrer grandes oscilações de preço em um único dia, as stablecoins foram criadas para manter um valor estável — geralmente vinculado a moedas fiduciárias como o dólar, o euro ou o real, e até a commodities como o ouro.

Na prática, stablecoin é um tipo de criptomoeda com uma proposta distinta: reduzir os riscos associados às flutuações extremas do mercado cripto. Para isso, o modelo mais comum prevê que cada unidade emitida seja lastreada por uma reserva equivalente no ativo de referência. Ou seja, para cada 1 unidade de uma stablecoin pareada ao dólar, deve haver 1 dólar em caixa como garantia.

No entanto, esse sistema nem sempre segue a fórmula tradicional. Algumas stablecoins utilizam como garantia outras criptomoedas — o que pode introduzir riscos, especialmente em momentos de crise do mercado. Outras adotam sistemas algorítmicos para controlar sua oferta e demanda, tentando manter o valor estável de forma automatizada. Essas são conhecidas como stablecoins algorítmicas, e são consideradas mais instáveis por não dependerem de reservas reais.

Apesar das diferenças com criptomoedas voláteis, stablecoins compartilham características fundamentais com elas: todas operam em redes blockchain, podem ser negociadas em exchanges e armazenadas em carteiras digitais (wallets).

Com seu perfil mais previsível, as stablecoins vêm ganhando espaço em aplicações financeiras, pagamentos internacionais e até como reserva de valor para investidores que desejam aproveitar os benefícios da tecnologia blockchain sem se expor tanto aos riscos do mercado cripto.

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