Corte prevê quase 10% de aumento nas despesas em relação a 2025; segurança mais que dobrou em cinco anos.
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou ontem (7) a proposta de orçamento de R$ 1,047 bilhão para 2026. O valor ainda precisa passar pela análise do Executivo, por meio da Secretaria de Orçamento e Finanças do Ministério do Planejamento, e pela aprovação final do Congresso Nacional.
Do total previsto, R$ 987,9 milhões serão destinados a despesas obrigatórias e discricionárias, que incluem custos com pessoal e custeio. A maior fatia, R$ 678 milhões, será voltada ao pagamento de servidores. O montante representa um aumento de 9,78% em relação ao orçamento de 2025, que foi de R$ 953 milhões.
O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, manifestou preocupação com o peso dos gastos com funcionários. “Ainda que se trate de despesa essencial ao Poder Judiciário, é inevitável abordar a preocupação com a pressão que as despesas com servidores e terceirizados exercem sobre os demais custeios”, disse.
Os gastos com segurança também chamam atenção: serão R$ 72 milhões em 2026, contra R$ 40 milhões há cinco anos. Barroso justificou que o aumento é resultado das “hostilidades ao Supremo Tribunal Federal”, o que teria elevado a necessidade de investimentos em infraestrutura, tecnologia, equipamentos e pessoal, gerando impacto significativo no orçamento.