Esportes

STJD analisa pedido para ampliar suspensão de Bruno Henrique, do Flamengo

Atacante recebeu 12 jogos de gancho e pode ficar até dois anos fora.

24 de Setembro de 2025
Foto: Divulgação

A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) entrou com recurso para aumentar a pena do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, suspenso por 12 jogos. O jogador foi punido por forçar um cartão amarelo para beneficiar apostadores em partida contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro de 2023. A defesa do atleta também recorre da decisão no Pleno do tribunal.

No julgamento em primeira instância, realizado em 4 de setembro, Bruno Henrique foi enquadrado no Artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que pune atos contrários à ética esportiva para influenciar o resultado de uma partida. Ele recebeu a suspensão de 12 jogos e multa de R$ 60 mil, mas foi absolvido do Artigo 243, que trata de atuação deliberada de modo prejudicial à equipe.

É justamente essa absolvição que a Procuradoria questiona. O órgão entende que houve prejuízo ao Flamengo e que a conduta do atleta afetou a imagem do clube, o que configura violação do Artigo 243. Caso o recurso seja aceito, Bruno Henrique poderá ser suspenso por até dois anos.

No processo, a Procuradoria destacou que o jogador teria obtido benefício pessoal ao avisar o irmão, Wander, de que tomaria o terceiro cartão amarelo, informação que poderia ser usada para apostas esportivas. O entendimento é que tal atitude reforça a gravidade da infração.

A defesa, por sua vez, alega que a estratégia de receber o cartão partiu do próprio clube, com o objetivo de ter o atleta liberado para partidas mais decisivas, como a contra o Palmeiras. Por isso, sustenta que não houve intenção de prejudicar o Flamengo nem de manipular resultados.

Enquanto aguarda o novo julgamento, o Flamengo conseguiu um efeito suspensivo que permite a Bruno Henrique continuar jogando. O clube entrou com o pedido em 9 de setembro, garantindo a participação do atacante nas próximas partidas do Brasileirão.

A Procuradoria argumenta que, se a punição não for ampliada, “carregará uma sensação de impunidade, o que possivelmente não desestimulará comportamentos futuros”. O caso agora aguarda apreciação do Pleno do STJD, que decidirá se aumenta ou mantém a pena aplicada ao jogador.

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