Passageiros do MV Hondius são monitorados por autoridades de saúde em diferentes países.
Autoridades de saúde de vários países monitoram passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius após um surto de hantavírus que já deixou três mortos e casos confirmados da doença. A embarcação, de bandeira holandesa, saiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, e seguia pelo Atlântico quando o surto foi identificado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera baixo o risco para a população em geral, mas acompanha a situação com autoridades internacionais.
No Canadá, dois moradores de Ontário e um de Quebec foram colocados em isolamento e estão sob vigilância das autoridades de saúde pública. Segundo autoridades canadenses, os três permanecem assintomáticos, mas o monitoramento deve continuar por cerca de 30 dias, já que os sintomas associados ao hantavírus podem demorar semanas para aparecer.
O surto também mobilizou outros países. Nos Estados Unidos, o CDC informou que acompanha viajantes americanos que estavam no MV Hondius. O órgão afirmou que o governo norte-americano monitora a situação e mantém contato com passageiros, autoridades diplomáticas e equipes internacionais de saúde. No Texas, dois moradores que estavam no navio foram contatados pelas autoridades e disseram não apresentar sintomas.
Na Europa, passageiros também passaram a ser acompanhados. Autoridades britânicas orientaram isolamento de pessoas que estiveram no cruzeiro, enquanto dois britânicos retirados da embarcação apresentaram melhora em hospitais. A Espanha se prepara para receber o navio em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em uma operação coordenada com supervisão da OMS. A embarcação deve permanecer ancorada, sem interação direta dos passageiros com a população local.
O MV Hondius transportava cerca de 150 passageiros e tripulantes. A operadora Oceanwide Expeditions orientou medidas de isolamento, higiene e monitoramento médico a bordo. As investigações ainda buscam determinar se a contaminação ocorreu em terra, antes do embarque, ou durante a viagem. A variante Andes, associada ao surto, é conhecida por permitir transmissão limitada entre pessoas em situações de contato próximo, embora especialistas reforcem que o risco para a população geral permanece baixo.