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Surto de hantavírus em cruzeiro deixa três mortos

Passageiros do MV Hondius são monitorados por autoridades de saúde em diferentes países.

Por: Portal Amz em Pauta
08 de Maio de 2026
Foto: Imagem ilustrativa / PM

Autoridades de saúde de vários países monitoram passageiros do navio de cruzeiro MV Hondius após um surto de hantavírus que já deixou três mortos e casos confirmados da doença. A embarcação, de bandeira holandesa, saiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril, e seguia pelo Atlântico quando o surto foi identificado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera baixo o risco para a população em geral, mas acompanha a situação com autoridades internacionais.

No Canadá, dois moradores de Ontário e um de Quebec foram colocados em isolamento e estão sob vigilância das autoridades de saúde pública. Segundo autoridades canadenses, os três permanecem assintomáticos, mas o monitoramento deve continuar por cerca de 30 dias, já que os sintomas associados ao hantavírus podem demorar semanas para aparecer.

O surto também mobilizou outros países. Nos Estados Unidos, o CDC informou que acompanha viajantes americanos que estavam no MV Hondius. O órgão afirmou que o governo norte-americano monitora a situação e mantém contato com passageiros, autoridades diplomáticas e equipes internacionais de saúde. No Texas, dois moradores que estavam no navio foram contatados pelas autoridades e disseram não apresentar sintomas.

Na Europa, passageiros também passaram a ser acompanhados. Autoridades britânicas orientaram isolamento de pessoas que estiveram no cruzeiro, enquanto dois britânicos retirados da embarcação apresentaram melhora em hospitais. A Espanha se prepara para receber o navio em Tenerife, nas Ilhas Canárias, em uma operação coordenada com supervisão da OMS. A embarcação deve permanecer ancorada, sem interação direta dos passageiros com a população local.

O MV Hondius transportava cerca de 150 passageiros e tripulantes. A operadora Oceanwide Expeditions orientou medidas de isolamento, higiene e monitoramento médico a bordo. As investigações ainda buscam determinar se a contaminação ocorreu em terra, antes do embarque, ou durante a viagem. A variante Andes, associada ao surto, é conhecida por permitir transmissão limitada entre pessoas em situações de contato próximo, embora especialistas reforcem que o risco para a população geral permanece baixo.

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