Polícia aponta dívida de R$ 19 mil como motivação para crime que deixou três mortos e uma mulher ferida no São Geraldo.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) indiciou Ezenilson Silva de Sousa por triplo latrocínio e tentativa de latrocínio pelo ataque que deixou três pessoas mortas e uma mulher gravemente ferida em Manaus. O crime ocorreu em 17 de agosto, dentro de uma residência no bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul da capital. Segundo a investigação, uma dívida de R$ 19 mil teria motivado a ação. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça do Amazonas.
As vítimas que morreram foram Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65. Dilma Cilene Lima Sampaio, de 54 anos, sobreviveu ao ataque e chegou a ficar internada em estado grave. Ela deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 21 de agosto. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde dela.
Ezenilson foi preso horas depois do crime, ainda no dia 17 de agosto. De acordo com a Polícia Civil, a principal linha da investigação aponta motivação financeira. O suspeito teria ido até a residência para pedir dinheiro a Francisco, que era pastor e ex-sogro dele, após contrair uma dívida com agiotas.
Segundo a investigação, houve um desentendimento após Francisco se recusar a entregar mais dinheiro. "[Eles] tiveram um desentendimento porque esse pastor não quis lhe dar mais dinheiro e, segundo ele, ele perdeu a cabeça e matou esse pastor ainda dentro do seu próprio quarto", afirmou o delegado responsável pela investigação.
Ezenilson relatou à polícia que utilizou um martelo para atacar as vítimas. Conforme a investigação, o objeto teria sido jogado em um igarapé próximo à residência. Durante o crime, o suspeito também encontrou um pequeno cofre com aproximadamente R$ 900 pertencente a Francisco.
Ainda segundo a polícia, Ezenilson deixou o imóvel levando celulares de três vítimas. Ele também usava uma máscara de proteção, que, conforme a investigação, teria como objetivo dificultar sua identificação.
Os três corpos foram encontrados dentro da casa. Duas vítimas estavam em um quarto e a terceira foi localizada no corredor. Um morador encontrou as vítimas e acionou a Polícia Militar pelo número 190. A área foi isolada para o trabalho da perícia, enquanto o Instituto Médico Legal (IML) e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram chamados para os procedimentos.
Dilma Cilene foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. Ela foi a única sobrevivente do ataque.
Após a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado à Justiça do Amazonas. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deverá analisar o material reunido pela Polícia Civil e decidir se apresenta denúncia contra o investigado.
Uma sobrinha de Guilherme Pereira afirmou que a família recebeu o indiciamento como mais uma etapa na busca por responsabilização. "Estamos vendo o que fazer para buscar justiça sobre esse caso. Infelizmente, é uma notícia triste demais. Ele tirou a vida de pessoas inocentes. Meu tio era um ser de luz, não merecia tanta crueldade e covardia. Neste momento, só queremos justiça e que ele pague por tudo o que causou, porque nada irá trazer nosso familiar de volta", disse.