País já enfrentava emergência humanitária antes dos abalos, que deixaram mais de 1,4 mil mortos e pressionam ainda mais a rede de saúde.
A Venezuela enfrenta uma nova emergência de saúde após os fortes terremotos registrados desde quarta-feira (24). Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram um país que já convivia com hospitais sobrecarregados, falta de medicamentos e escassez de insumos básicos.
Segundo o balanço mais recente, ao menos 1.430 pessoas morreram e mais de 3,2 mil ficaram feridas. Equipes de resgate ainda buscam sobreviventes entre os escombros, enquanto a ONU estima que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas.
A situação pressiona ainda mais uma rede hospitalar considerada fragilizada. Médicos relatam dificuldades para atender a demanda crescente de feridos, especialmente em unidades que já operavam com limitações antes da tragédia.
Para profissionais de saúde, o impacto dos terremotos vai além da destruição física. A crise ocorre em meio a uma emergência humanitária prolongada, marcada pela falta de estrutura, medicamentos e equipamentos nos hospitais.
Com unidades lotadas e equipes sobrecarregadas, o atendimento às vítimas depende também da chegada de ajuda humanitária internacional. Medicamentos, materiais cirúrgicos, água potável, geradores e estruturas de atendimento emergencial estão entre os itens considerados mais urgentes.
Enquanto os resgates continuam, autoridades e organizações humanitárias alertam que o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas, à medida que áreas mais afetadas sejam acessadas e novos feridos sejam encaminhados aos hospitais.