Desembargadora Luiza Cristina Marques nega pedido de soltura da defesa
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) manteve a prisão preventiva de Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso, familiares de Djidja Cardoso, morta em 2024, em Manaus. A decisão foi tomada pela desembargadora Luiza Cristina Marques, que negou o pedido de revogação da prisão.
A defesa alegou constrangimento ilegal, argumentando que os investigados estão presos há mais de 600 dias sem condenação definitiva. No entanto, a magistrada entendeu que não há elementos suficientes para concessão de medida urgente.
Na decisão, a desembargadora destacou que o caso ainda exige análise aprofundada pelo colegiado do tribunal. Segundo ela, a avaliação definitiva deve ocorrer no julgamento completo do processo.
Cleusimar e Ademar foram presos em 28 de maio de 2024, no mesmo dia em que Djidja Cardoso foi encontrada morta em casa, no bairro Cidade Nova, zona norte da capital. O caso ganhou repercussão pelas circunstâncias da morte.
As investigações apontaram a atuação de um grupo ligado à seita “Pai, Mãe, Vida”, que utilizava substâncias como cetamina para induzir estados de transe. O processo teve desdobramentos posteriores, incluindo anulação de decisão anterior pelo TJAM por questões relacionadas ao direito de defesa.