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Trump admite não descartar guerra dos EUA contra a Venezuela

Presidente aumenta pressão sobre Maduro e reforça ações militares no Caribe.

19 de Dezembro de 2025
Foto: Doug Mills / Pool via REUTERS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda considera possível uma guerra contra a Venezuela. A declaração foi feita em entrevista à emissora NBC News, publicada nesta sexta-feira (19), em meio ao aumento da pressão do governo norte-americano sobre o regime de Nicolás Maduro.

Questionado diretamente sobre um conflito aberto, Trump respondeu: “Não descarto essa possibilidade, não”. A afirmação ocorre enquanto Washington intensifica ações militares próximas ao território venezuelano, incluindo a mobilização de forças no Mar do Caribe e o bloqueio a petroleiros do país sul-americano.

Trump também tem utilizado as redes sociais para acusar o governo venezuelano de usar petróleo “roubado” para se financiar, além de praticar “terrorismo com drogas, tráfico de pessoas, assassinatos e sequestros”. Maduro nega todas as acusações.

Na terça-feira (17), o presidente ordenou o bloqueio total de petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela. Na semana passada, um navio transportando petróleo venezuelano, avaliado em cerca de US$ 80 bilhões, foi apreendido pelas Forças Armadas dos Estados Unidos próximo à costa sul-americana.

Até o momento, uma campanha de bombardeios contra embarcações venezuelanas, que o Pentágono afirma estarem ligadas ao tráfico de drogas, já destruiu 28 barcos e resultou em mais de 100 mortes. O episódio, que inclui um ataque com disparos duplos, está sob investigação no Congresso norte-americano. Especialistas classificam o caso como possível violação de normas internacionais, enquanto a Casa Branca defende que as ações são justificadas por se tratar de combate ao narcotráfico.

Na entrevista, Trump evitou detalhar o impacto militar da operação e se recusou inicialmente a comentar se descartava uma guerra, mas confirmou que o cenário “não está fora de cogitação”. O presidente também disse que novas apreensões de petroleiros estão previstas. Ao ser perguntado sobre um cronograma, respondeu: “Depende. Se eles forem tolos o suficiente para continuar navegando, voltarão para um de nossos portos”.

Trump evitou responder se seu objetivo final seria derrubar Maduro. Segundo ele, “ele sabe exatamente o que eu quero, sabe melhor do que ninguém”.

A declaração marca um ponto significativo na política externa dos Estados Unidos, já que Trump tenta manter distância da ala mais intervencionista do Partido Republicano. Durante a campanha presidencial de 2024, ele prometeu manter o país longe de novos conflitos internacionais. Após vencer as eleições, afirmou: “Não vou começar uma guerra; eu vou impedir guerras.”

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