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Trump anuncia novas armas para Ucrânia e ameaça sanções a compradores da Rússia

Presidente dos EUA dá 50 dias para que Putin aceite acordo de paz.

14 de Julho de 2025
Foto: Reprodução / Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (14) o envio de novos armamentos à Ucrânia e ameaçou aplicar sanções a países que continuarem comprando petróleo e outros produtos da Rússia, caso o governo de Vladimir Putin não aceite um acordo de cessar-fogo nos próximos 50 dias.

Ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, no Salão Oval da Casa Branca, Trump afirmou estar "decepcionado" com a postura do presidente russo. Ele declarou que bilhões de dólares em armas, incluindo mísseis Patriot, serão enviados à Ucrânia. “Vamos fabricar armas de primeira linha e elas serão enviadas para a Otan”, afirmou o presidente, acrescentando que os países aliados irão custear os equipamentos.

Trump explicou que parte das 17 baterias de mísseis Patriot encomendadas por países aliados poderá ser redirecionada à Ucrânia "muito rapidamente". “É um complemento completo com as baterias”, disse.

Em relação às sanções, Trump anunciou a adoção de tarifas de até 100% sobre as exportações russas e medidas punitivas contra países que mantiverem comércio com Moscou, o que representa uma mudança significativa na política de sanções do Ocidente. "Vamos adotar tarifas secundárias. Se não chegarmos a um acordo em 50 dias, é muito simples, e elas serão de 100%", declarou.

A notícia de um período de carência de 50 dias foi recebida com alívio pelos mercados russos, que reagiram positivamente. O analista Artyom Nikolayev, da Invest Era, disse que "Trump teve um desempenho abaixo das expectativas do mercado", e acredita que esse intervalo oferece uma nova janela para negociações.

Trump, que retornou ao poder prometendo encerrar rapidamente o conflito, criticou Putin por supostamente recuar de acordos anteriores ao continuar bombardeando cidades ucranianas. “Tivemos provavelmente quatro vezes um acordo. E então o acordo não acontecia porque as bombas eram lançadas naquela noite”, disse.

Desde o início de seu novo mandato, Trump tem buscado se reaproximar da Rússia, mas ainda não obteve uma resposta positiva de Putin a sua proposta de cessar-fogo incondicional que, segundo Trump, já foi aceita por Kiev.

Mais cedo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se reuniu com o enviado de Trump, Keith Kellogg. Em comunicado, Zelensky afirmou ter discutido “o caminho para a paz e o que podemos fazer juntos para aproximá-la”, com foco em defesa aérea e cooperação na produção de armas.

Zelensky também anunciou mudanças no governo: vai substituir o primeiro-ministro Denys Shmyhal pela atual vice, Yulia Svyrydenko. A mudança faz parte de uma "transformação do Poder Executivo", segundo o presidente. Svyrydenko, de 39 anos, é economista e já liderou negociações comerciais entre Ucrânia e Estados Unidos.

Desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022, a Rússia ocupa cerca de um quinto do território ucraniano e tem mantido seus principais objetivos militares, avançando lentamente na região leste.

 

Com informações da Reuters.

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