Medida visa igualar as taxas de importação dos Estados Unidos com as tarifas cobradas por outros países sobre as exportações americanas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na tarde desta quinta-feira (13) um ato que estabelece tarifas recíprocas em relação aos países com os quais os americanos mantêm relações comerciais. Segundo a agência de notícias Reuters, ao assinar a ordem, Trump afirmou que deseja “um campo de jogo nivelado”, referindo-se às diferenças entre as tarifas que os Estados Unidos cobram sobre as importações, e as que pagam a outras nações pelas suas exportações.
Ainda conforme a Reuters, Trump não impôs taxas específicas para cada país, limitando-se a ordenar que as tarifas sejam igualadas. Assim, as taxas cobradas pelos americanos sobre os produtos que chegam a seus portos deverão ser equivalentes às aplicadas por outros países nas exportações dos Estados Unidos.
Não está claro, porém, quando as novas tarifas recíprocas começarão a vigorar. Porta-vozes da Casa Branca informaram que a medida levará algumas semanas para ser implementada, enquanto a equipe econômica do governo analisa as disparidades tarifárias.
De acordo com um levantamento da agência, o Brasil é um dos países com as maiores tarifas sobre produtos americanos, com uma alíquota média de 11%. Esse valor só é superado pela Índia (17%) e pela Coreia do Sul (13%) entre os 15 países analisados.
A Reuters também destaca que Trump planeja combater outras barreiras não tarifárias, como regras sanitárias, regulamentos de importação, subsídios setoriais e políticas cambiais que dificultem a entrada dos produtos americanos nos mercados estrangeiros.
A imposição de tarifas recíprocas tem gerado preocupações entre economistas sobre o possível aumento da inflação nos Estados Unidos, o que poderia forçar o Federal Reserve a adotar uma política monetária mais restritiva, elevando os juros básicos. No entanto, ao assinar o ato, Trump garantiu que os consumidores americanos não devem temer um aumento significativo de preços.
A medida era amplamente aguardada e acontece na mesma semana em que o presidente revogou o sistema de cotas adotado em 2018 para regular a importação de produtos siderúrgicos, além de restabelecer a tarifa de 25% sobre o aço e o alumínio que entram no país.
Com informações da REUTERS