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Trump diz que negociações avançam, mas tensão cresce em Ormuz

Conversas entre EUA e Irã seguem sem acordo e região estratégica registra novos incidentes com navios.

Por: Portal Amz em Pauta
19 de Abril de 2026
Foto: Reprodução / Tv Globo

As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram nos últimos dias, segundo declarações feitas no sábado (18), mas continuam travadas em pontos centrais, como o programa nuclear iraniano e a segurança no Estreito de Ormuz. A tensão voltou a crescer na região após relatos de ataques a navios, ampliando a instabilidade em uma das rotas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que teve “conversas muito boas” com Teerã. Já o principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, reconheceu avanços, mas destacou que ainda existe uma “grande distância” entre as partes, com divergências concentradas em temas decisivos. O impasse ocorre às vésperas do vencimento de um cessar-fogo considerado frágil no conflito envolvendo EUA, Israel e Irã.

O cenário se agravou com a retomada do controle mais rígido do Estreito de Ormuz por parte do Irã. A região, que liga o Golfo Pérsico ao mar aberto, é responsável por cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. Após uma breve reabertura na sexta-feira (17), que permitiu a passagem de mais de uma dezena de petroleiros e reduziu os preços do petróleo, Teerã voltou a impor restrições menos de 24 horas depois, alegando resposta a bloqueios dos Estados Unidos a portos iranianos.

Neste sábado, pelo menos dois navios relataram ter sido alvo de tiros ao tentar cruzar a passagem. O episódio levou a Índia a convocar o embaixador iraniano e manifestar preocupação com embarcações de sua bandeira. Ao mesmo tempo, centenas de navios e cerca de 20 mil marítimos seguem retidos na região, diante do risco elevado de novos incidentes, mesmo após tentativas de retomada do tráfego.

Apesar do discurso público de avanço, ainda não há data definida para uma nova rodada formal de negociações. Autoridades iranianas afirmam que é necessário um entendimento prévio sobre os termos do acordo. Entre as propostas discutidas está a suspensão prolongada das atividades nucleares do Irã, mas sem consenso até o momento.

A crise também tem impactos diretos nos Estados Unidos, com a alta dos combustíveis pressionando a inflação e aumentando o desgaste político de Trump em ano eleitoral. O impasse no Oriente Médio afeta mercados globais e o preço da energia, enquanto o risco de escalada militar e de prolongamento da instabilidade no Estreito de Ormuz permanece no radar internacional.

 

 

Com informações da Reuters*

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