Incerteza sobre participação de líderes dos EUA e da Rússia pode comprometer retomada de diálogo direto entre Moscou e Kiev
A participação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente da Rússia, Vladimir Putin, nas próximas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, previstas para acontecer na Turquia nesta quinta-feira (15), ainda é incerta e pode afetar diretamente o andamento das conversas.
Nesta quarta-feira (14), Trump afirmou que ainda não decidiu se participará do encontro em Istambul. Ele também sugeriu que sua ausência poderia influenciar a decisão de Putin.
“(Putin) gostaria que eu estivesse lá, e isso é uma possibilidade... Não sei se ele estará lá se eu não estiver. Vamos descobrir”, disse Trump, que deixou a Arábia Saudita em direção ao Catar nesta quarta-feira, como parte de sua viagem ao Oriente Médio.
“Sei que ele gostaria que eu estivesse lá e é uma possibilidade. Se pudéssemos acabar com a guerra, eu consideraria.”
O Kremlin, por sua vez, adiou a divulgação do nome de quem representará a Rússia no encontro, mas confirmou o envio de uma delegação a Istambul. Caso Putin participe, será o primeiro encontro presencial com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, desde dezembro de 2019.
Em meio ao seu crescente descontentamento com a paralisação das negociações, Trump afirmou ainda que está "sempre considerando" sanções secundárias contra Moscou caso entenda que o governo russo esteja bloqueando o avanço das conversas de paz.
No início da semana, Trump recomendou que Zelensky aceitasse imediatamente a proposta de negociação com Moscou, mesmo sem o estabelecimento de um cessar-fogo inicial de 30 dias.
Zelensky, no entanto, declarou estar pronto para comparecer ao encontro, mas apenas se Putin confirmar presença.
“E estarei esperando por Putin na Turquia na quinta-feira”, publicou o presidente ucraniano em sua conta na rede social X.
As últimas negociações diretas entre representantes da Ucrânia e da Rússia aconteceram em Istambul, em março de 2022. Se concretizado, o encontro desta semana pode representar um passo significativo para a retomada do diálogo direto entre os dois países, que enfrentam uma guerra desde fevereiro de 2022.
Com informações da Revista Veja.