Presidente exagera conquistas, ataca democratas e tenta recuperar popularidade antes das eleições de meio de mandato
Donald Trump apresentou o mais longo discurso do Estado da União da história dos Estados Unidos, com 1 hora e 48 minutos. O objetivo era reforçar sua imagem e recuperar pontos junto ao eleitorado antes das eleições de meio de mandato, adotando tom populista e divisivo.
Em um momento raro de apelo à união, tentou constranger a oposição democrata: os republicanos aplaudiram de pé, enquanto os democratas permaneceram sentados. Durante o discurso, Trump repetiu exageros e falsidades, afirmando que imigrantes são assassinos, a taxa de empregos é recorde, a fraude eleitoral é desenfreada e oito guerras foram encerradas no primeiro ano de seu governo.
O presidente se gabou de comandar um país “em alta” e recebeu no Capitólio a seleção masculina de hóquei no gelo campeã olímpica, em uma tentativa de associar seu governo ao sucesso. Pesquisas mostram sua popularidade em torno de 36%, em contraste com a imagem de prosperidade apresentada.
Sem apresentar novas políticas para reverter os números, Trump optou por atacar os democratas, retratando-os como inimigos do país, reforçando sua estratégia de polarização para manter apoio político.