Decisão foi anunciada após fracasso em negociações comerciais com o bloco europeu.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (23) uma tarifa fixa de 50% sobre produtos importados da União Europeia, com início a partir de 1º de junho de 2025. A medida foi tomada após o fracasso nas negociações comerciais com o bloco.
Trump justificou a decisão alegando que a União Europeia foi criada “com o objetivo principal de tirar vantagem dos Estados Unidos no comércio”. Segundo ele, o país enfrenta um déficit anual superior a US$ 250 milhões nas transações com o bloco europeu.
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou:
“A União Europeia, que foi formada com o objetivo principal de tirar vantagem dos Estados Unidos no COMÉRCIO, tem sido muito difícil de lidar. Suas poderosas barreiras comerciais, impostos de IVA, penalidades corporativas ridículas, barreiras não monetárias, manipulações monetárias, processos injustificados contra empresas americanas, entre outros, levaram a um déficit comercial com os EUA de mais de US$ 250 milhões por ano, um valor totalmente inaceitável. Nossas discussões com eles não estão levando a lugar nenhum! Portanto, recomendo uma tarifa fixa de 50% na União Europeia, a partir de 1º de junho de 2025. Não há tarifa se o produto for construído ou fabricado nos Estados Unidos. Agradecemos sua atenção a este assunto.”
Desde março, a União Europeia já enfrentava tarifas de 25% sobre carros, aço e alumínio, além de 20% sobre outros produtos. Com um recuo anterior de Trump, essa última taxa havia sido reduzida para 10%. No entanto, o bloco manteve suas tarifas de 25% contra os produtos norte-americanos.
A decisão marca uma escalada nas tensões comerciais entre os EUA e o bloco europeu e é a primeira grande sanção tarifária desde que Trump fechou acordos recentes com Reino Unido e China, que resultaram em reduções significativas nas taxas — 10% para produtos britânicos e 30% para os chineses.
Em relação à China, Trump destacou que o acordo foi uma “reinicialização total” na relação entre os dois países. Segundo ele, as negociações na Suíça foram produtivas, mas não avançaram completamente, devido à resistência chinesa em aceitar algumas exigências, como a abertura de mercado.
Ao ser questionado se as tarifas poderiam voltar a subir após o fim do prazo de 90 dias do acordo provisório, Trump confirmou que sim, embora os percentuais não retornem aos 145% aplicados anteriormente. Mesmo assim, ressaltou que ele considera “substanciais” aumentos superiores a 30%.
Trump reiterou que as tarifas sobre setores estratégicos, como carros, aço, alumínio e produtos farmacêuticos, permanecem em vigor. Segundo ele, essas medidas são fundamentais para proteger a indústria norte-americana e estimular o retorno de empresas que haviam transferido sua produção para fora dos EUA.
Ainda durante o anúncio, o presidente afirmou que a China se comprometeu a eliminar barreiras não monetárias e abrir seu mercado. “Eles concordaram em abrir totalmente a China”, concluiu Trump.
Com informações da CBN e Reuters.