Nova estratégia promete priorizar América Latina, reforçar presença militar na Ásia e endurecer fronteiras
A Casa Branca divulgou nesta sexta-feira a nova estratégia de segurança nacional do segundo governo Donald Trump. O documento afirma que a gestão pretende promover uma “correção de conduta” em relação a governos anteriores, que teriam buscado dominação global, assumido custos excessivos e permitido que aliados terceirizassem suas despesas de defesa para os EUA.
O plano reforça a presença militar americana na Ásia, especialmente em Taiwan, maior produtora de chips de inteligência artificial do mundo, e prevê que Japão e Coreia do Sul assumam mais responsabilidades na segurança regional. Washington quer endurecer sua atuação no Pacífico Ocidental enquanto pressiona parceiros a ampliar investimentos militares para “dissuadir adversários”.
No Oriente Médio, a diretriz é reduzir o protagonismo americano e transferir responsabilidades após ações como o bombardeio a instalações nucleares do Irã e o acordo de paz na Faixa de Gaza. O governo afirma que pretende “mudar responsabilidades e construir a paz”, apoiando-se em países aliados que, segundo o texto, “demonstram compromisso no combate ao radicalismo”.
A Europa também é alvo da nova estratégia. O governo Trump acusa países europeus de dificultar avanços em um acordo de paz para a guerra na Ucrânia e classifica como “não realistas” as expectativas sobre o conflito. Ao mesmo tempo, promete “promover a grandeza europeia”, mas com cobranças por maior participação financeira e militar.
Outro ponto central é o controle de fronteiras. A política imigratória passa a ser tratada como “elemento principal da segurança nacional”. O plano defende o fim da imigração em massa e critica as diretrizes adotadas pela União Europeia, prometendo apoiar governos e grupos que se opõem aos valores migratórios defendidos pelo bloco.