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Trump proíbe entrada de viajantes de 12 países nos EUA

Restrições também atingem parcialmente Cuba, Venezuela e outros cinco países.

05 de Junho de 2025
Foto: Reuters / Chris Wicklund

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma medida que proíbe a entrada de viajantes de 12 países no território norte-americano. A decisão foi divulgada pela emissora CBS News, que cita autoridades do governo. Segundo Trump, a ação é necessária para proteger o país contra “terroristas estrangeiros” e outras ameaças à segurança.

A diretriz faz parte de uma ofensiva contra a imigração, iniciada neste ano, durante seu segundo mandato. As ações também incluem a deportação para El Salvador de centenas de venezuelanos suspeitos de participação em gangues, além de medidas para negar matrícula a alguns estudantes estrangeiros e deportar outros.

Os países com proibição total de entrada nos Estados Unidos são: Afeganistão, Mianmar, Chade, Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.

Outros sete países enfrentarão restrições parciais: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela, de acordo com informações da CBS News.

“Não permitiremos que entrem em nosso país pessoas que queiram nos fazer mal”, afirmou Trump em vídeo publicado na rede social X. Ele ainda destacou que a lista poderá ser revisada futuramente e novos países podem ser acrescentados.

A nova regra entrará em vigor no dia 9 de junho. Vistos emitidos antes dessa data não serão revogados.

Durante seu primeiro mandato, Trump havia imposto uma restrição de entrada para viajantes de sete países de maioria muçulmana. Essa política passou por revisões e foi confirmada pela Suprema Corte em 2018. Na ocasião, seu sucessor, Joe Biden, revogou a medida em 2021, classificando-a como “uma mancha na consciência nacional”.

Trump justificou que os países sujeitos às restrições mais severas foram escolhidos por “abrigar presença em larga escala de terroristas”, não cooperarem com os protocolos de segurança de vistos, além de terem dificuldades em verificar a identidade dos viajantes, registros criminais inadequados e altas taxas de permanência ilegal nos Estados Unidos.

“Não podemos ter uma imigração aberta de qualquer país onde não possamos examinar e selecionar de forma segura e confiável aqueles que procuram entrar nos Estados Unidos”, afirmou o presidente.

Como exemplo para defender a nova diretriz, Trump citou o ataque ocorrido no último domingo, em Boulder, no estado do Colorado. Na ocasião, um homem lançou uma bomba de gasolina contra uma multidão de manifestantes pró-Israel.

O acusado pelo atentado é Mohamed Sabry Soliman, cidadão egípcio que, segundo as autoridades federais, estava com o visto de turista vencido e sua permissão de trabalho expirada, embora o Egito não esteja entre os países que sofrerão restrições.

 

Com informações da Reuters.

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