Teerã pede fim da guerra, garantias contra ataques e rejeita desmontar programa nuclear
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou no domingo (10) como “totalmente inaceitável” a resposta enviada pelo Irã à proposta americana para encerrar a guerra no Oriente Médio.
“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘Representantes’ do Irã. Não gostei ,TOTALMENTE INACEITÁVEL!”, publicou Trump nas redes sociais.
A resposta iraniana foi entregue ao Paquistão, país que atua como mediador das negociações entre os dois governos. Segundo a agência iraniana Tasnim, o documento pede o fim da guerra em todas as frentes, garantias contra novos ataques e a suspensão temporária das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
O plano também solicita o fim do bloqueio naval contra o Irã e compensações financeiras pelos danos causados durante o conflito. Além disso, o governo iraniano reforçou sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte global de petróleo e gás.
Na questão nuclear, o Irã indicou disposição para limitar temporariamente o enriquecimento de urânio, mas rejeitou desmontar suas instalações nucleares. Segundo o jornal “The Wall Street Journal”, Teerã propôs transferir parte do urânio enriquecido para um terceiro país, desde que haja garantias de devolução caso o acordo fracasse.
Mesmo com o cessar-fogo firmado há cerca de um mês, a tensão voltou a crescer neste domingo após drones hostis serem detectados em países do Golfo. Ataques atingiram embarcações na região, enquanto governos como Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos relataram ações defensivas contra ameaças aéreas.
O conflito começou após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em fevereiro, e desde então provocou represálias militares, bloqueios no Estreito de Ormuz e impactos na economia mundial, especialmente no setor energético.
Enquanto busca conter a escalada do conflito antes de viagem oficial à China, Trump também enfrenta dificuldades para obter apoio internacional. Países da OTAN resistem em enviar forças militares para a região sem um acordo de paz definitivo.