Política

União Brasil expulsa Celso Sabino após permanência no Ministério do Turismo

Decisão inclui cancelamento de filiação e intervenção no diretório paraense da sigla.

09 de Dezembro de 2025
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A Comissão Executiva Nacional do União Brasil decidiu, na tarde desta segunda-feira (8), expulsar o deputado federal e ministro do Turismo, Celso Sabino, com cancelamento imediato de sua filiação partidária. A medida foi tomada após o ministro permanecer no cargo mesmo diante da determinação da legenda para que todos os filiados deixassem funções no governo federal.

“A expulsão decorre de uma representação apresentada contra Sabino, que permaneceu no governo federal, em atitude contrária a uma determinação do partido anunciada em setembro envolvendo todos os filiados”, informou o União Brasil em nota.

O ministro afirmou que optou por permanecer no governo para não interromper programas em andamento, sobretudo às vésperas da COP30, que será realizada no Pará, seu estado de origem. Em resposta à decisão da legenda, Sabino declarou nas redes sociais: “Minha exclusão do quadro do partido deu-se pelo fato de eu continuar ajudando o Pará, de eu continuar trabalhando no Ministério do Turismo servindo ao Brasil, optando pela escolha que eu entendo e a grande maioria dos brasileiros entendem, que é o melhor projeto para o país, que é o projeto comandado pelo presidente Luiz inácio Lula da Silva”.

O deputado destacou ainda que deixa o partido “com a cabeça erguida e ficha limpa”, criticando o prazo dado pela sigla. “Me pediram para sair em 24 horas, faltando menos de um mês para a COP30. Eu não teria essa irresponsabilidade de fazer isso”, completou.

A determinação do União Brasil, divulgada em setembro, deu prazo de apenas 24 horas para que filiados deixassem seus cargos no governo federal, reforçando o afastamento da legenda da base de apoio da gestão Lula.

Além da expulsão de Sabino, o União Brasil decidiu intervir no Diretório Estadual do Pará, que passa a ser comandado por uma Comissão Executiva Interventora. O ministro classificou a decisão como injusta e equivocada. “Interviram sem que o Diretório tivesse feito nenhuma infração regimental, descumprido qualquer determinação do partido. É uma decisão injusta e até absurda. O Diretório foi eleito regimentalmente respeitando todas as regras do partido e possuía uma cadeia sucessória”, afirmou.

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