Pacote atinge setores estratégicos e visa enfraquecer máquina de guerra de Moscou.
A União Europeia anunciou, nesta sexta-feira (18), a aprovação do 18º pacote de sanções contra a Rússia, em resposta à guerra na Ucrânia. O novo conjunto de medidas, considerado um dos mais severos desde o início do conflito, busca atingir diretamente a indústria energética e petrolífera russa, além dos setores bancário e militar-industrial.
Em publicação na rede social X, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou a decisão e destacou que o pacote "ataca o coração da máquina de guerra da Rússia". As sanções visam, segundo a Comissão, aumentar a pressão econômica sobre o regime do presidente Vladimir Putin.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrault, afirmou que as sanções devem forçar o governo russo a reconsiderar sua postura e aceitar um cessar-fogo. “Essas medidas vão obrigar o presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar um cessar-fogo”, declarou.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também celebrou a decisão do bloco europeu, observando que a medida surge em um momento em que “Moscou intensifica os ataques lá na Ucrânia”.
Representantes cristãos visitam Gaza após ataque a igreja
Enquanto isso, em outro cenário de conflito, dois dos maiores representantes do cristianismo em Jerusalém, o cardeal italiano Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o patriarca ortodoxo grego Teófilos III, lideraram uma rara delegação eclesiástica até a Faixa de Gaza, nesta sexta-feira.
O objetivo foi prestar solidariedade às vítimas do ataque israelense à Igreja Sagrada Família, ocorrido na quinta-feira (17), que deixou três mortos e nove feridos, incluindo o pároco argentino Gabriel Romanelli, interlocutor do Papa Francisco na região.
A visita dos patriarcas a Gaza, um território sob bloqueio israelense há anos, é considerada excepcional. Durante o encontro, os líderes religiosos expressaram profunda preocupação com a situação das igrejas na Terra Santa e com o sofrimento da população local, afetada pelo conflito entre Israel e o grupo Hamas, que já dura 21 meses.
O ataque à igreja foi amplamente criticado pela comunidade internacional. O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou a continuidade da guerra no enclave palestino como “injustificável”. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lamentou o ocorrido e alegou que o disparo foi acidental: “Cada vida inocente perdida é uma tragédia”, declarou em comunicado oficial.