Saúde

Uso excessivo de anti-inflamatórios pode afetar a função renal, alerta urologista

Uro-oncologista destaca riscos à saúde dos rins, especialmente para pacientes com condições crônicas como hipertensão e diabetes

22 de Marco de 2025
Foto: Divulgação

O uso contínuo e indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno e diclofenaco, pode trazer sérios danos aos rins, principalmente para indivíduos com problemas renais preexistentes ou que necessitam de medicamentos regulares para tratar doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. A advertência foi feita pelo cirurgião uro-oncologista Giuseppe Figliuolo, presidente da seccional amazonense da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). 

Em sua análise, Figliuolo, que atua na Urocentro Manaus, esclarece que os anti-inflamatórios podem comprometer o fluxo sanguíneo renal, o que prejudica o funcionamento dos rins e eleva o risco de insuficiência renal aguda. 

O especialista enfatiza que estão na chamada "faixa de risco" pacientes com doenças renais crônicas, diabéticos, hipertensos e idosos. 

O uso prolongado desses medicamentos também pode acarretar problemas irreversíveis, como a doença renal crônica (DRC), condição progressiva que pode exigir diálise ou até mesmo um transplante renal em casos avançados. 

“Em pessoas com doenças renais ou condições crônicas, a utilização de anti-inflamatórios precisa ser monitorada com extrema cautela e acompanhamento médico, pois esses medicamentos podem interferir nos tratamentos já em andamento e prejudicar ainda mais a função renal. Apenas um profissional da saúde pode avaliar corretamente os riscos, ajustando a dosagem e o tempo de uso para cada paciente, com base nas suas condições específicas”, alerta Figliuolo, que é doutor em saúde pública. 

A conscientização sobre os perigos do uso não supervisionado de anti-inflamatórios é essencial para prevenir complicações renais graves. A orientação médica é indispensável para assegurar tratamentos seguros e eficazes. 

“Muitas pessoas têm o hábito de usar esses medicamentos por conta própria para aliviar dores e inflamações, especialmente aquelas com doenças inflamatórias crônicas. Embora possam trazer alívio temporário, acabam provocando danos a longo prazo aos rins, o que resulta no surgimento de problemas adicionais evitáveis”, ressalta Figliuolo. 

Ele também observa que existem alternativas terapêuticas para quem pertence ao grupo de risco ou apresenta outras condições. Entre essas alternativas estão compressas frias ou quentes, fisioterapia, analgésicos, entre outras opções menos agressivas e que devem ser orientadas por profissionais da saúde. 

O especialista recomenda que, ao surgirem sintomas persistentes, as pessoas busquem a orientação de um médico, como um urologista, e evitem recorrer à automedicação. 

Principais riscos do uso indiscriminado de anti-inflamatórios: 

1. Insuficiência Renal Aguda (IRA) 

2. Doença Renal Crônica (DRC) 

3. Nefrite Intersticial Aguda e Crônica 

4. Necrose Papilar Renal 

5. Hipertensão e Retenção de Líquidos 

6. Gastrite, úlcera péptica e hemorragia digestiva 

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