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Zelensky acusa Rússia de não levar negociações de paz a sério

Ucrânia envia delegação a Istambul, mas presidente não participará das conversas.

15 de Maio de 2025

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na chegada à Turquia, em 15 de maio de 2025.

Foto: Evgeniy Maloletka / AP

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (15) que a Rússia “não leva as negociações de paz a sério” e que “não quer acabar com a guerra”. A declaração foi feita após uma reunião com o presidente da Turquia, Tayyip Erdogan. Apesar das críticas, Zelensky confirmou o envio de uma delegação ucraniana a Istambul para as conversas de paz. 

A delegação será liderada pelo ministro da Defesa da Ucrânia e terá mandato para discutir um cessar-fogo de ao menos 30 dias, proposta já feita pelos ucranianos em semanas anteriores. 

“Se um cessar-fogo puder ser alcançado na quinta-feira (15) em nível técnico, uma reunião com Putin pode ser ignorada”, afirmou Zelensky. 

Segundo o presidente ucraniano, a ausência de ações concretas por parte da Rússia demonstra que o país ainda não se comprometeu com o fim do conflito. “A Rússia não sente que precisa acabar (com a guerra), o que significa que não há pressão política, econômica e de outros tipos suficiente sobre a Federação Russa. E por isso pedimos, se não houver cessar-fogo, se não houver decisões sérias... pedimos sanções apropriadas”, declarou. 

Mais tarde, em publicação nas redes sociais, Zelensky voltou a criticar o governo russo. “Hoje, a Rússia demonstrou mais uma vez que não pretende pôr fim à guerra, enviando uma delegação de representantes de nível bastante baixo”, escreveu. 

Zelensky ainda afirmou que aguarda a definição de horário para uma reunião entre autoridades dos Estados Unidos e da Rússia para decidir quando poderá ocorrer a participação ucraniana. Ele garantiu que “não terá nada para fazer”, sinalizando que não estará presente nas conversas. 

Essas negociações em Istambul marcam o primeiro contato direto entre os dois países desde 2022, quando conversas semelhantes ocorreram também na Turquia, ainda nos estágios iniciais da guerra. 

Pela Rússia, estarão presentes: 

• Vladimir Medinsky, assessor do Kremlin; 

• Mikhail Galuzin, vice-ministro das Relações Exteriores; 

• Igor Kostyukov, diretor da inteligência militar russa; 

Alexander Fomin, vice-ministro da Defesa. 

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que não há planos para que Vladimir Putin vá a Istambul, e que o presidente “não participará em nada diretamente das conversas”. 

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump declarou que “nada vai acontecer” em termos de negociações entre Rússia e Ucrânia até que ele se encontre pessoalmente com Putin. Trump chegou a dizer que tentaria participar das conversas, mas não foi possível devido à sua agenda no Oriente Médio. 

Na chegada à Turquia, Zelensky reforçou seu ceticismo com relação à disposição russa de negociar e declarou que a delegação enviada por Moscou é “decorativa”. 

“Quanto aos russos, veremos. Nada foi confirmado oficialmente, mas pelo que observamos, parece mais um adereço teatral do que algo sério”, afirmou. 

Em resposta, autoridades russas reagiram com insultos e chamaram Zelensky de ‘palhaço’ por suas declarações sobre a delegação. 

 

Com informações da CBN Brasil.

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